quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Mudanças climáticas: Compromissos ou metas?

Por Dal Marcondes, da Envolverde

O Brasil assumiu compromissos com a redução das emissões de carbono até 2020. Algo entre 31% e 38% do que emitiria se nenhuma medida de redução fosse tomada. Este é o piso estabelecido pelo governo, não deve ser tomado como teto pela sociedade.

Nos últimos dois anos, em especial desde o início deste ano, o governo brasileiro tem sido pressionado por organizações da sociedade civil e pela oposição política a estabelecer suas metas para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Os estudos do governo e de ONGs como Imazon, Greenpeace e outras mostram que os grande vilões do aquecimento global no Brasil são: desmatamento e agronegócio. Estes dois vetores de emissões, muitas vezes, andam juntos.

Os compromissos que o governo brasileiro aceitou levar para Copenhague são apenas um piso na redução de emissões, não devem e não podem ser vistos como um teto. Ou seja, a sociedade brasileira pode e deve fazer mais do que isso. Não há nenhum motivo pelo qual o Brasil não possa assumir uma vanguarda a partir de suas empresas e de decisões de governos estaduais e municipais. O governo federal tem de negociar com muitos setores, aplacar a birra de uma bancada ruralista egocentrada e mediar as vontades de setores ambientalistas e desenvolvimentistas dentro do próprio aparelho do Estado. É compreensível que o resultado seja conservador. Mas precisamos lembrar que este é (e lutou-se muito para isto) um País livre e cada um pode estabelecer suas próprias metas e compromissos.

Existem mais atores trabalhando pela redução da emissão de gases de efeito estufa além do governo. É o governo federal que levará as metas brasileiras á COP 15, em Copenhague. A equipe de negociadores brasileiros vai enfrentar posições duras de governos como Estados Unidos e China, que ainda não se posicionaram claramente em relação às suas próprias metas e compromissos. O jogo em uma COP é pesado e os governos estão lá para defender soberania, pois uma vez assinados os compromissos, perdem o poder de decisão sobre o tema. Por isso não se espera nenhum resultado, ou algo parecido com um “Protocolo de Copenhague”, antes de março ou abril de 2010, quando o Congresso norte-americano terá aprovado ou recusado as metas que os Estados Unidos irão propor para sua própria sociedade e economia.

No entanto, lá estarão presentes outros importantes protagonistas que representam outras vontades, algumas mais avançadas. Para além das reuniões de governos, a COP é um cenário multicultural, onde ONGs, empresas e governos locais discutem suas próprias agendas, com acordos, metas e compromissos próprios. No caso brasileiro algumas representações merecem destaque, porque tem efetiva capacidade de pressão sobre as negociações principais, e porque tem o poder de tomar decisões setoriais que podem reposicionar o Brasil como liderança em questões climáticas. Estarão em Copenhague representações empresariais, onde vale destacar o Instituto Ethos e o posicionamento marcante de seu presidente Ricardo Young, representações de governos locais, a Prefeitura de Manaus, através do secretário do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Marcelo Dutra, que estará representando as cidades da América Latina e Caribe, a convite da própria ONU, e a Força tarefa de Governadores da Amazônia, que terá como representante seu secretário executivo, Virgílio Viana.

Estes três grupos estão se articulando há meses para levar posições caras para Copenhague. O Instituto Ethos, juntamente com o Fórum Amazônia Sustentável, que reúne ONGs e empresas para debaterem políticas públicos sobre a Amazônia, lançou a “Carta Aberta ao Brasil sobre Mudanças Climáticas”, uma iniciativa tão inovadora que foi citada pelo Secretário Geral da ONU, Ban Ki-Moon, como exemplo de participação da sociedade nos processos de construção de uma economia de baixo carbono. A Prefeitura de Manaus realizou em outubro a “Cúpula Amazônica sobre Mudanças Climáticas”, onde prefeitos de toda a Amazônia brasileira e de países vizinhos assinaram a “Carta de Manaus”, que defende a criação de mecanismos que valorizem as iniciativas locais em prol da preservação e dos uso sustentável da floresta. Por fim, a Força Tarefa de Governadores da Amazônia, que lançou no final de outubro o “Relatório I – Força Tarefa sobre REDD e Mudanças Climáticas”. Segundo o governador do Amazonas, Eduardo Braga, as negociações são nacionais, mas são os governos locais que tem a capacidade de transformar as metas em realidade. “No Amazonas estamos desenvolvendo mecanismos de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) inovadores, em parceria com empresas privadas”, explica. Em Copenhague a Força Tarefa estará representada pelo diretor geral da Fundação Amazonas Sustentável, Virgilio Viana, que é um dos mais vigorosos defensores de iniciativas de REDD.

Mais além destas representações, organizações não governamentais e empresas estão trabalhando para manter altas as expectativas e conseguir que o mundo aceite uma redução mais drástica das emissões globais de gases estufa. No entanto, é importante compreender que qualquer que seja o resultado em Copenhague, é apenas um fator de balizamento para as sociedades de todos os países. Nenhuma meta precisa ser vista como “teto” para as emissões globais e nada impede que governos locais e empresas assumam compromissos mais abrangentes. Já há exemplos de avanços além do exigido pelas leis e acordos internacionais. Um exemplo a ser destacado é o estado da Califórnia, nos Estados Unidos, governado pelo republicano Arnold Schwarzenegger, que assumiu compromissos de redução de emissões muito mais audaciosos do que o governo Bush, além de liderar um movimento de governadores locais para avançar nas mudanças por uma economia de baixo carbono.

Em uma série de palestras, entrevistas e em seu mais recente livro lançado no Brasil, “A Terceira Margem”, o economista Ignacy Sachs vem defendendo que o Brasil é dos países mais bem preparados para mudar o eixo de sua economia em direção a uma “economia da biomassa”. Ele acredita que o País detém conhecimentos e capitais que permitem olhar para os recursos naturais de forma inovadora, com a exploração sustentável de matérias primas agroflorestais e sem a necessidade de destruir biomas, mas sim com o manejo inteligente de insumos da biodiversidade. “Além disso o Brasil tem sorte, com os recursos do petróleo pré-sal pode investir grandes volumes de capitais para ser o primeiro país do mundo a ter uma economia pujante e com baixas emissões de carbono”, diz Sachs.

O importante para se refletir é o quanto desta nova economia estaria nas mãos do Estado e o quanto estaria nas mãos de governos locais e de empresas. Os empreendimentos necessários para a transformação desta economia estão muito mais no eixo da iniciativa privada do que do Estado. É importante o apoio e a regulamentação das ações, mas quem vai produzir biocombustíveis e desenvolver tecnologias hoje são empresas, universidades, centros de pesquisas e ONGs. O papel do Estado é importante, mas não limita a expansão do papel de outros setores. Recentemente o governo do estado de São Paulo anunciou metas mais abrangentes do que as do Governo Federal para a redução de emissões. Isto é importante, porque o Estado de São Paulo tem universidades e centros de pesquisa atrelados a ele, o que certamente vai possibilitar mais ações nas áreas de ciência e desenvolvimento tecnológico.

Então, não se deve ficar decepcionado porque o governo não é ambicioso nas reduções de emissões. Uma sociedade comprometida com a construção de uma nova economia, com empresas focadas em melhorar seus negócios e garantir a perenidade de seus recursos e governos locais mobilizados pode fazer muito mais do que seguir metas tímidas. O Brasil seguirá liderando pelo exemplo de sua sociedade e o governo, qualquer que seja, virá a reboque da sociedade, como aconteceu com as políticas de REDD, que até bem pouco tempo eram completamente ignoradas por Brasília, mas que agora representam o “prato de resistência” dos negociadores do Itamaraty em Copenhague.

© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Defenda os animais domésticos no Brasil. - WSPA - Sociedade Mundial de Proteção Animal

Defenda os animais dom�sticos no Brasil. - WSPA - Sociedade Mundial de Prote��o Animal

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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Casa de Pneus



Leia na íntegra a reportagem clicando no título da postagem. ;)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Interações ecológicas são indicadores importantes para as mudanças globais

Fernanda B Muller*, do CarbonoBrasil

Cientista alerta sobre a importância de se estudar as interações entre espécies e entre processos para entender as mudanças que estão acontecendo nos ecossistemas.

Muito mais do que estudar apenas contingentes de espécies, como fazem a maior parte das pesquisas atuais, é preciso compreender como eles se comportam dentro de sistemas funcionais dinâmicos dos quais fazem parte, alertou o presidente do Instituto de Biologia da UNICAMP, Thomas Lewinsohn, durante palestra no VI Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, em Curitiba.
“Como saber como funciona um ecossistema sem saber como as espécies estão estruturadas, articuladas?”, questionou.

Doutor em ecologia, o biólogo explicou que além das interações entre espécies, os processos também agem em conjunto afetando a biodiversidade. As mudanças climáticas, disse, não são o único fator de pressão, mas há também a deposição de nitrogênio, as invasões biológicas, a mudança de uso do solo e a própria pressão demográfica que comprime cada vez mais os habitats naturais.

Lewinsohn citou diversos estudos que estão sendo desenvolvidos no Brasil e no mundo, como uma pesquisa sobre a distribuição atual e estimada da vegetação de Cerrado no caso de um aumento de 0,5 a 1° C na temperatura.

O estudo, que abrange 162 espécies, já indica que no cenário de aumento da temperatura há uma redução drástica na cobertura do bioma. Neste caso, levou-se em conta que as espécies não se dispersam e não mudam geneticamente com a rapidez necessária para a adaptação e que cada uma reage isoladamente, de uma maneira determinada.

Outro estudo mencionado por Lewinsohn reúne mais de 600 análises sobre interações de espécies e as mudanças globais. Cinco parâmetros foram estudados. Com o aumento da concentração de dióxido de carbono (CO2), as análises demonstram uma depressão dos herbívoros, aumento da predação, alterações das relações competitivas entre espécies e aumento das relações micorrizas, que é a associação simbiótica entre certos fungos e raízes de algumas plantas.

Com o aumento do nitrogênio disponível há uma melhora das interações entre herbívoros e também fungos prejudiciais. Já as mudanças climáticas aumentam a probabilidade de infecção das plantas por agentes causadores de doenças, chamados de patógenos, e têm um forte efeito sobre os processos de polinização e de dispersão, devido à quebra da sintonia entre plantas e polinizadores e dispersores. A mudança do uso do solo também prejudica os processos de polinização e dispersão e aumenta os patógenos, principalmente em animais vertebrados.

*Enviada especial ao VI Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, em Curitiba.

FONTE: Mercado Ético

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A tecnologia e a educação de mãos dadas

Professores antenados com seu tempo, alunos mais motivados em aprender e escolas prontas para os desafios do século XXI. Com esses três objetivos em mente, a Microsoft, por meio da Iniciativa Parceiros na Aprendizagem, vem desde 2003 desenvolvendo Programas Educacionais para apoiar a educação com práticas inovadoras nas quais a tecnologia propicia avanço tanto nos processos de ensino-aprendizagem quanto na gestão escolar.

Para implementar os Programas Educacionais, a Microsoft tem realizado parcerias com universidades e instituições que se destacam no estudo e aplicabilidade do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) para intensificar a inclusão digital e social.

Agora, essa experiência acumulada está à disposição de escolas e professores interessados em renovar sua prática pedagógica. Todos os conteúdos dos Programas Educacionais Microsoft (apostilas, livretos, vídeos, sites, cursos e produtos voltados à educação) estão reunidos em um mesmo espaço: o site Conteúdos Educacionais - www.conteudoseducacionais.com.br

Os conteúdos estão disponibilizados gratuitamente, bastando apenas se cadastrar para fazer download dos Programas que mais interessarem.

Esses materiais estão distribuídos por áreas de interesse:

Escolas Inovadoras

§ Alfabetização Digital

§ Comunidade Conectada

§ Programa Escolas de Tecnologia Inovadora

§ Programa Escolas Inovadoras – Lumiar

§ Segurança na Web

§ Programa Escola Digital

Educadores Inovadores

§ Alfabetização Digital

§ Currículo Educacional

§ Objetos de Aprendizagem

§ Office Online

§ Princípios de Aprendizagem

§ Programa Aprender em Parceria

§ Programa de Acessibilidade

§ Programa Desafio Digital

§ Programa Gestão Escolar e Tecnologias

§ Segurança na Web

§ Software Microsoft® Matemática

Alunos Inovadores

§ Alfabetização Digital

§ Office Online

§ Princípios de Aprendizagem

§ Programa Aluno Monitor

§ Segurança na Web

Dessa forma, educadores de todo Brasil podem acessar estes recursos, que irão contribuir para estimular suas habilidades pedagógicas, para que seus alunos aprendam mais e melhor e, assim, ajudar a desenvolver cada vez mais a educação brasileira.

OBS: para acessar o conteúdo gratuitamente é necessário fazer cadastro e depois login. ;)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Primeira Olimpíada Nacional em História do Brasil

Faltando menos de um mês para o término das inscrições, a I Olimpíada Brasileira em História do Brasil (ONHB) já conta com a participação de estudantes e professores de história de 16 estados brasileiros e do Distrito Federal. Minas Gerais lidera o número de equipes inscritas com 28,31%, o Ceará vem em segundo lugar com 22,12%. Em terceiro está o Paraná, com 15,9% de inscritos. O Estado de São Paulo participa, até o momento, com 5,3%. O formulário de inscrição e o boleto para pagamento estão disponíveis no site da ONHB até 15 de setembro.

As escolas públicas representam a maioria das inscrições com 87%. Tríplice Entente Potiguar, Os Inconfidentes, Suméria, Caramurú e Maxixe são exemplos da criatividade dos estudantes e seus professores inscritos na Olimpíada. Podem participar estudantes do oitavo e nono anos do ensino fundamental (antigas 7ª e 8ª séries) e do Ensino Médio. A participação de um professor de História para orientar as equipes é obrigatória.

Com a prorrogação do prazo de inscrição, devido a mudança no calendário de várias escolas brasileiras para evitar a propagação do vírus H1N1, a organização espera atingir todos os Estados da Federação. A Olimpíada custeará a vinda de uma equipe de escola pública, de cada região, que tiver alcançado a maior pontuação até a quinta fase da competição.

Organizada pelo Museu Exploratório de Ciências, a competição financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com o apoio da Revista de História da Biblioteca Nacional, é a primeira do país na área das Ciências Humanas. Inovadora, a olimpíada será realizada em seis fases, sendo cinco online e uma presencial. A final acontece na Unicamp, nos dias 4 e 5 de dezembro.